No Reinado de Momo, quando alguns perdem o rumo, o prumo e a cabeça, este video educativo e divertido é bom para lembrar que a segurança vem em primeiro lugar.
Divirtam-se
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
domingo, 24 de maio de 2009
A história da filosofia em 40 filmes
Cinema da Caixa Cultural Apresenta de 16 de maio de 2009 a 28 de fevereiro de 2010
sábados às 10h30
Caixa Cultural RJ • Cinema 2
Av. Almirante Barroso, 25 • Centro, Rio de Janeiro
Tels.(21) 2544 4080 / 7666 • www.caixacultural.com.br
MODULO 1 - O que é a filosofia?
16.05.09 Rashomon Akira Kurosawa
23.05.09 Persona Ingmar Bergman
30.05.09 Stalker Andrei Tarkovsky
06.06.09 Blow-up Michelangelo Antonioni
MODULO 2 - Questões estéticas
13.06.09 Morte em Veneza Luchino Visconti
20.06.09 Oito e meio Federico Fellini
27.06.09 Cidade dos sonhos David Lynch
04.07.09 Asas do desejo Wim Wenders
MÓDULO 3 - Mito e tragédia
11.07.09 Medéia Pier Paolo Pasolini
18.07.09 Oldboy Chan-wook Park
25.07.09 Ladrões de bicicleta Vittorio De Sica
01.08.09 Crimes e pecados Woody Allen
MÓDULO 4 - O existencialismo
08.08.09 A doce vida Federico Fellini
15.08.09 Estranhos no paraíso Jim Jarmusch
22.08.09 Acossado Jean-Luc Godard
29.08.09 As coisas simples da vida Edward Yang
MÓDULO 5 - O amor em fuga
05.09.09 Aurora F. W. Murnau
12.09.09 A janela indiscreta Alfred Hitchcock
19.09.09 Todas as mulheres do mundo Domingos de Oliveira
26.09.09 O último metrô François Truffaut
MÓDULO 6 - Morte e finitude
03.10.09 Nosferatu, o vampiro da noite Werner Herzog
10.10.09 Hiroshima meu amor Alain Resnais
17.10.09 Paris, Texas Wim Wenders
24.10.09 O sétimo selo Ingmar Bergman
MÓDULO 7 - História e violência
31.10.09 Ricardo III Al Pacino
07.11.09 Macbeth Roman Polanski
14.11.09 Dogville Lars von Trier
21.11.09 Marcas da violência David Cronenberg
MÓDULO 8 - O fascismo hoje
28.11.09 M, o vampiro de Düsseldorf Frizt Lang
05.12.09 Taxi Driver Martin Scorsese
12.12.09 Apocalypse now Francis Ford Coppola
19.12.09 Laranja mecânica Stanley Kubrick
MÓDULO 9 - Cinema e revolução
09.01.10 O anjo exterminador Luis Buñuel
16.01.10 O encouraçado Potemkin Sergei Eisenstein
23.01.10 O homem sem passado Aki Kaurismaki
30.01.10 Nós que nos amávamos tanto Ettora Scola
MÓDULO10 - O cinema nacional e a interpretação do Brasil
06.02.10 São Bernardo Leon Hirzsman
20.02.10 Deus e o diabo na terra do sol Glauber Rocha
27.02.10 Brás Cubas Julio Bressane
28.02.10 Macunaíma Joaquim Pedro de Andrade




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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
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Vejam a postagem nova
Ainda sobre Shakespeare
Entrou no meio das antigas aí embaixo, não sei o motivo.
Chico Expedito
Vejam a postagem nova
Ainda sobre Shakespeare
Entrou no meio das antigas aí embaixo, não sei o motivo.
Chico Expedito
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Sugestões
Ainda sobre Shakespeare
Só para complementar a minha ultima postagem sobre o William Shakespeare, faço alguns comentários e sugestões a respeito das adaptações, montagens e...outras coisas, que foram feitas a partir da sua obra mundo afora.
Teatro
A grande maioria das adaptações teatrais feitas no Brasil das peças de Shakespeare sofre do mesmo mal: Excesso de ação, excesso de aproximação com a realidade atual. Às vezes pelo figurino, outras pelo cenário e o pior, muitas vezes pelo texto, pelas palavras, coisa muito cara a Shakespeare, tornando a montagem, às vezes até regional. Outras montagens apelam para piadas, posturas interpretativas ou tiradas da moda.
Tento explicar. É verdade que o teatro elisabetano e notadamente Shakespeare introduziram a ação no teatro, mas, não a ação como a entendemos hoje, com aquele ritmo alucinado que a TV e o cinema nos enfiam pela garganta e que acabam, ao final das contas, ditando o ritmo das nossas vidas e das nossas cabeças. Nessas montagens há uma preocupação exagerada com a linguagem visual em detrimento à palavra, uma preocupação em mostrar tudo e de forma mastigada, quase infantil, não deixando espaço para imaginação, o corte das falas e cenas às vezes é tão exagerado, que acabam por tratar os assuntos de forma rala e vazia.
Ora, a ação de Shakespeare significava apenas que ele preferia mostrar alguns acontecimentos em vez de narrá-los como antes fazia o teatro clássico, mas não abria mão da palavra, e era através das palavras que formávamos as imagens que nos emocionavam, era onde ele estabelecia os climas adequados, era através das palavras que nos informava sobre as situações e sobre as nuances das personalidades dos personagens e seus respectivos estados de alma. Em suma, a palavra era fundamental, e desaprendemos nestes últimos tempos a valorizá-la. Não sou contra adaptações, o cinema as faz muito bem... Às vezes. Mas o caso é que, se lemos uma obra de Shakespeare e vemos que ela é atual, na verdade se a quisermos montar simplesmente como ela está no papel, certamente o publico verá a mesma coisa. Portanto... Menos minha gente.
É claro que não são todas assim e já vimos montagens memoráveis por aqui. Lembrei-me apenas de três. Para mim, foram realmente antológicas e embora adaptadas de alguma forma, conservaram o espírito de tudo o que eu entendo por Shakespeare. São elas:



A filmografia das obras de Shakespeare é rica e na sua maioria de boa qualidade, foram produzidos alguns filmes muito bons e outros nem tanto. As adaptações para o cinema, talvez até em função dos textos que se prestam lindamente ao formato cinematográfico, textos que trazem imagens ricas, que estimulam a imaginação do leitor e que contém descrições de climas e caracteres de personagens que dão materiais inestimáveis para qualquer cineasta. Mesmo as leituras mais modernas são boas, parecem preservar uma tradição, a alma da obra de Shakespeare. Digo isso, porque nós atores e diretores brasileiros, sabemos da dificuldade em se montar, interpretar e muito mais ainda em se adaptar Shakespeare. O texto traz nuances que parecem confirmar a necessidade de certa maturidade, de uma experiência teatral e de vida que nem sempre temos. O fato é que não podemos interpretar o Romeu com 45 anos, que é quando atingimos essa maturidade. Talvez pelas traduções, talvez pelo respeito ou desrespeito que possamos ter ao texto clássico... Não sei. O fato é que existem elementos enganadores no texto, o empolamento das falas, as suas formalidades datadas, uma realidade com valores, às vezes distantes dos nossos, etc. O certo é que ele nos leva a posturas nem sempre naturais ou condizentes.
Na Inglaterra temos dois monstros sagrados, shakespeareanos desde criançinha, um é a continuidade do outro, diria que um é o outro em outra época: Laurence Olivier é mais literal, tem uma leitura mais tradicional e teatral, mesmo no cinema, os tempos de cena são diferentes das que vemos hoje. Já Kenneth Branagh é mais moderno, domina a tecnologia e o formato do cinema atual. Embora não seja o caso de Shakespeare, porque não é nem realista nem naturalista, é interessante lembrar que o naturalismo e realismo do cinema atual não é o mesmo do naturalismo e realismo do cinema de antigamente. Mudaram os tempos, a própria forma de interpretar, o naturalismo mudou, o mundo mudou,(vejam filmes antigos do Marlon Brando e James Dean, ambos da escola Stanislavskiana). Mesmo assim, com os tempos novos ou antigos, eles, nossos dois atores cineastas traduzem com fidelidade as obras de Shakespeare, vão aqui algumas sugestões:




Brannagh é nosso contemporâneo





Os Japoneses
Trono Manchado de Sangue de Akira Kurosawa, adaptação do Macbeth. Traz no elencoToshirô Mifune, Isuzu Yamada, Minoru Chiaki, Akira Kubo, Takashi Shimura, Takamaru Sasaki, Kichijiro Ueda, Hiroshi Tachikawa, Takamaru Sasaki, Kokuten Kodo, Eiko Miyoshi

Os americanos. Bom, eles são americanos.


Orson Welles em Otelo.
Bem intencionados, os dois, mas acho que ficam devendo alguma coisa. A fotografia é belíssima.
Bem intencionados, os dois, mas acho que ficam devendo alguma coisa. A fotografia é belíssima.




Esse é um filme curioso, divertido e instrutivo. Trata-se de um ensaio. Ricardo III, um ensaio, realizado por Al Pacino e com um elenco excelente, atores como... Kevin Spacey, Penelope Allen, Gordon MacDonald, Alec Baldwin, Winona Ryder e o próprio Al Pacino como Ricardo III. Com entrevistas de especialistas ingleses e americanos, o filme mostra de quebra, a dificuldade que os americanos tem de entender Shakespeare.
Um Frances americanizado, Roman Polanski.
Um Frances americanizado, Roman Polanski.

Outros filmes sobre o período elisabetano:




Elizabeth e Elizabeth, a era de ouro. Filmes poderosos, boas reconstituições. O segundo talvez se perca um pouco. Condensam de forma adequada a historia da rainha virgem e se utilizam de alguns simbolismos caros a época, mas com clareza. A direção é de Shekhar Kapur e traz no elenco a maravilhosa Cate Blanchett como a Elizabeth I, além de Geoffrey Rush como Sir Francis Walsingham.
Literatura
Os livros sobre Shakespeare e sua obra são incontáveis. Na verdade, são poucos os que trazem alguma novidade, praticamente todos dizem a mesma coisa. Às vezes um autor para se diferenciar dos outros, cria alguma teoria bizarra. Separei dois para indicar, verdadeiramente bons e esclarecedores, um estrangeiro e um brasileiro:
Shakespeare – Nosso Contemporâneo
Jan Kott
Esse é sem duvida é o melhor livro que já li sobre Shakespeare. O outro é o da nossa critica teatral Barbara Heliodora, que é uma das maiores especialistas em Shakespeare do mundo.
A Expressão Dramática do Homem Político em Shakespeare
Barbara Heliodora
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