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domingo, 11 de novembro de 2012

Exposição: “Niterói: Fragmentos de Espaço e Tempo”


http://herbertmacario.blogspot.com.br/


A natureza do olhar é panorâmica, mas direcionamos nossa atenção de acordo com um interesse. Aqui, faço uma decomposição do olhar, fragmentando o foco de atenção em espaço e tempo.

Nas composições aqui expostas, procuro um modo de ultrapassar a ilusão do real inerente à fotografia, evidenciando múltiplos focos de atenção. A fidelidade do processo fotográfico é mantida, em cada imagem tomada, com a intenção de que surja uma metalinguagem capaz de provocar o olhar do observador.

O tema do ensaio são as paisagens naturais e urbanas da cidade de Niterói. Busco características menos humanísticas e mais plásticas. A escolha de Niterói se deve, especialmente, pela relação afetiva que tenho com minha cidade natal e por ela ser o palco de meus primeiros e mais constantes estudos.

Herbert Macário


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domingo, 5 de junho de 2011

Preto e Branco


Preto e Branco

Continuando com a vida em preto e branco, mas já se colorindo aos poucos, eu achei na internet uns vídeos das obras de um artista chamado Markus Chaf que  achei muito boas. Ele se intitula um “baiano quase alemão”. Além disso e da obra que podemos ver, não encontrei mais nada sobre ele na internet. Vale a pena assistir.

Chico Expedito




quarta-feira, 25 de maio de 2011

Rio de Janeiro - Um passeio no tempo


Uma cidade assemelha-se a um ser vivo, em constante transformação, chegando às vezes a própria morte. No dia-a-dia atribulado é praticamente impossível percebermos esta cidade móvel. Alguns trabalhos procuram explicitar tais transformações, que em imagens ficam mais evidentes.

Há algum tempo conheci uma série de pinturas que mostravam a cidade ao longo do tempo. No site da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro podemos encontrar quatro animações que mostram a radical transformação do espaço urbano. Temos os Arcos da Lapa; a Praça XV; o Largo da Carioca; e o Porto do Rio.

Abaixo, Praça XV - 1580 a 2002



1580



1620


1750


1840

1870



1790


1910


1988


2002



Praça XV: "Praça XV 1580 a 2002 - Um passeio no tempo", desenvolvido pelo Instituto Pereira Passos

http://portalgeo.rio.rj.gov.br/EOUrbana/



segunda-feira, 16 de maio de 2011

Bem-vindos à Idade Média!


"O Jardim das Delicias"

Hieronymus Bosch (1450-1516)


"Na última semana beatificamos um papa, casamos um príncipe, fizemos uma cruzada e matamos um mouro.

Bem-vindos à Idade Média!"

Autor Desconhecido

Recebido por e-mail

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O big bang big boom

Sugado do Blog do Nassif

BIG BANG BIG BOOM - the new wall-painted animation by BLU from blu on Vimeo.

Muito boooommmm!!!!!!!!!! Vale todo os 10 minutos de atenção


quarta-feira, 14 de abril de 2010

Artes Plásticas






Artes Plásticas

A 5ª Porta vai de novo a Sobral

Estes são os convites



São os convites para duas exposições do pintor, profissional da saúde e meu sobrinho, Fabio Solon, em Sobral.
Na época, me pediu para escrever um texto, lhe apresentando e apresentando a sua obra, ou seja, me colocou em uma “saia justa”. Me virei como pude, mas com prazer.
Vão aí algumas obras das duas exposições e o texto que fiz para ele.



Difícil, muito difícil... falar sobre a obra artística de quem a gente gosta.

O Fabio diz que fui um dos responsáveis por essa face dele, agradeço a ele a honra, mas não sou eu.

O Fábio é cheio de faces e esta só estava esperando para se mostrar. Em todas, ele se realiza, e em todas, ele é competente e tinhoso. Elas se equilibram e equilibram a sua vida. Seria bom se todos os profissionais (como ele, que é também um excelente dentista), de todas ou qualquer área, se permitissem a arriscar na mistura das cores, dos sons ou no trabalho criativo com as mãos. Não teria nada demais em o Prefeito tricotar muito bem ou o Secretario da Saúde fazer lindos Biscuits.


Mas, vamos à obra.

Tenho um pouco de implicância com alguns intelectuais, acadêmicos e especialistas de arte em geral, que desenvolveram ao longo do tempo um palavreado elaborado e rebuscado, cheio de frases prontas e bonitas para descreverem a obra de algum artista. Às vezes esse palavreado não resiste a uma análise mais atenta simplesmente porque não dizem rigorosamente nada. Tentarei fugir disso.

Não gosto de colocar uma obra de arte na “camisa de força” de um estilo ou gênero, gosto que a criação seja livre, diversificada e que principalmente, parta da necessidade de um encontro com os outros seres humanos, que provoque identificações, emoções e reflexões. Acho que aí está uma das principais funções da arte.


A arte contemporânea tem várias faces, como o Fabio. Poderia dizer que ele... Trabalha dentro de uma linha figurativa, com fortes conotações simbolistas ou até mesmo surrealistas... Mas, pra mim, ele trabalha com o coração e com a sensibilidade, e é por isso que ele me toca. Lembro que no começo, ele tentou imitar o meu traço, não deu certo. Não deu certo porque ele, muito cedo descobriu que tinha outras coisas para falar, diversas das minhas. Coisas suas... Vejo hoje, com felicidade, que faz isso com uma ternura, uma simplicidade e facilidade comovedoras, e principalmente, com um senso estético cada vez mais elaborado e sofisticado.



Suas pinturas são sentidas em vários níveis, os traços e as cores, que a princípio nos remetem a uma alegria e inocência infantil são só uma aparência. Um pouco da alegria e da inocência se perdem já na tentativa de juntar um título à obra, a música, o conto à imagem. Buscar anjos e mensagens torna-se um trabalho árduo. Existe no seu trabalho, colocada de uma forma amorosa, a crítica, a dúvida, o deboche, a melancolia, a reflexão... Os cortes, justaposições e fragmentos tornam-se então, labirintos. O Fabio nos oferece uma arte que transpassa o primeiro olhar e acaba por nos provocar emoções, simples e profundas, mas principalmente tocantes.
Esse é o Fabio.

Parabéns e viva Fabio, viva família, viva amigos, viva Sobral. Estou com saudades”.

Chico Expedito

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Artes Plásticas




Para animar a semana
Essa bunda vale uma postagem.


Pra semana não ser só santa, andei viajando na internet em busca de Calipígias. Me deparei com farto material. Vão algumas imagens e textos recolhidos... Não se trata de Heresia, afinal, são só religiões e Deuses diferentes.





Vênus Calipígia


“A Vênus Calipígia tinha nádegas perfeitas, que Zeus lhe proporcionara em troca de alguns prazeres ilícitos.
A procura pelo modelo calipígio é constante entre as nossas mulheres, a ponto de um fabricante de jeans ter dito, certa vez, que o Brasil é o único país no mundo em que as mulheres se vestem olhando-se de costas para o espelho.
Por isso a sua marca de jeans procurava modelar as nádegas e era um sucesso no mercado feminino.
Nas academias, a ginástica voltada para os glúteos é predominante e as mulheres lhe dedicam a maior parte do tempo dos exercícios.
Um paradoxo, no entanto, ameaça o corpo feminino idealizado quando os médicos dizem pelos jornais que as brasileiras estão, em média, acima do peso indicado tanto pela medicina quanto pela estética.
Suas nádegas abundantes estão a ganhar volumes que ultrapassam o modelo de Vênus Calipígia. A deusa grega foi substituída por uma mulher chamada Melancia.”
Blog Celso Japiassu

Calipígia, vocábulo oriundo do grego, refere-se a nádegas bonitas e bem proporcionadas. Seu primeiro elemento é "cali-", que significa "belo" - o mesmo que vais encontrar em caligrafia (escrita bonita), calistenia (ginástica para embelezar as formas, o que vem a ser um nome clássico para a "ginástica estética"), calidoscópio (um irmão do telescópio e do periscópio, que consiste num tubo em que podemos ver formas belas - esta forma é preferível a "caleidoscópio").
O segundo elemento é "pyge", que significa "nádegas"; aparece em uropígio (aquela parte da galinha que chamam de sambiquira ou, prudentemente, de sobre) e no horripilante esteatopígia (de "esteato", gordura - a que tem as nádegas cheias de gordura).
Entre as várias estátuas de Vénus que conhecemos, existe a famosa Vénus Calipígia, do Museu Nacional de Nápoles, que retrata uma figura feminina que levanta inocentemente o manto para que seu traseiro fique à mostra. Curiosamente, ou não, até hoje o vocábulo foi aplicado exclusivamente a mulheres, embora nada impeça que venha a ser usado para homens”.
Site – Deu-me para isto...

“Reza a lenda que ela e Marte foram protagonistas do único caso de sexo anal da mitologia. Venus era casada com Vulcano, o Deus Ferreiro, mas o amante a tentava com propostas nada sutis: “Se você me deixar penetrá-la por traz, será a mulher com a bunda mais bela do Olimpo”.
Ela recusou várias vezes o convite. Porem, como Vênus era Deusa do amor e da beleza, houve um momento em que a vaidade falou mais alto. Então ela humilhou o marido, enfrentou a ira dos pais, Júpiter e Dione, e se entregou ao Deus da Guerra, que cumpriu o que prometeu.
Usando o pênis como um cincel, esculpiu em Vênus as nádegas mais bonitas do Olimpo.
Por esse motivo, ela é chamada de Calipígia, termo que vem do grego e que significa, bunda bonita.”
Site – cama redonda


Essa também vale...

Textos e imagens retiradas de outros, na Internet.
Vai aqui o meu agradecimento.

Chico Expedito

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Artes Plásticas

Auto-Retrato

Outros



Leonardo da Vince

Privilegiar sua própria imagem? Privilegiar sua própria alma? O que leva um artista a realizar o seu auto-retrato? Várias são as teorias. Várias também são as formas e os estilos. Encanto-me com eles, os artistas e os auto-retratos. Não que eu tenha conseguido uma resposta satisfatória para minha pergunta.
O auto-retrato é uma conversa do artista com ele mesmo. Mas, o que o artista quer de fato nos mostrar? Ora, uma conversa com a gente mesmo é uma coisa complicada, depende de muitas variantes e variáveis, quando então, se coloca que essa conversa interior, vai ser objeto de analise e de apreciação pelo outro, aí a coisa complica mesmo. Eu não me arriscaria, nem a uma conversa muito franca nem a ser mentiroso.
Acho que independente da forma, do estilo, da época, das texturas, cores, etc., um bom historiador ou especialista sempre verá que o artista mostra mais do que pretendeu ao realizar a obra, e que às vezes, eles nos colocam frente a frente com nos mesmos.
Mesmo sem resposta, admiro e me envolvo. Os teóricos escrevem coisas lindas sobre os motivos dos artistas, algumas poéticas, outras de fundo psicológico, estudam a época, os meios, as modas, as aspirações, etc., e algumas de suas teorias até fazem sentido, mas, mesmo assim, não me convenço de todo. Fico procurando talvez, um motivo comum a todos os artistas ou a um grupo de artistas e acho que não existe.
Talvez porque não exista um ser humano igual ao outro, não vai haver um auto-retrato igual ao outro. Sendo assim, através das épocas e das suas urgências, cada caso é um caso e independente dos seus estilos, cada um dos artistas teve e tem o seu próprio motivo. Motivos confessáveis ou não, simples ou complicados, não importa, com certeza são enriquecedores, inspirados e fundamentalmente humanos.







Uma coisa é certa, o ser humano sempre teve prazer em se retratar. No Renascimento, com o homem se tendo como (e se achando) “o centro do universo”, os artistas se serviram do auto-retrato para deixar sua imagem para posteridade, sempre deixando um rastro dos seus estados d’alma.

Mas já no Antigo Egito, Ni-Ankh-Ptah, fez questão de deixar registrada sua fisionomia em um monumento que construiu. O Grego Fídias, na Grécia Clássica se imortalizou numa das esculturas do Partenon.






“O auto-retrato se tornara uma questão de orgulho para os mestres de ateliê durante o sec. XV. Suas fisionomias eram dissimuladamente inseridas na orla de uma multidão pintada ou esculpidas. No auto-retrato, o artista reflete sua imagem externa, assim como estados emocionais, contextos sócio históricos, que circunscrevem a obra, além dos questionamentos sobre maneiras de se ver e de se lidar com arte”.




Peter Paul Rubens





















”A “Ressurreição”, obra de por Piero della Francesca em 1490, pintada para prefeitura de Borgo San Sepolcro, sua terra natal. Na sua visão contemplativa, fatos observáveis são naturalmente simbólicos. Essa imagem suprema traduz a transição do dia para noite, do adormecer para o despertar, do inverno para primavera (a esquerda da pintura os ramos parecem mortos, os da direita pulsam com vida), da morte para vida. O guarda que inclina a cabeça para trás contra o tumulo pode ser um auto-retrato, o que faria dessa pintura um sonho (um desejo) de Piero”.














“Em 1656, Velasquez pintou “as meninas”, não se sabe a quem retratou ou quem era o centro das atenções: Os reis de Espanha, suspeitados em um espelho ao fundo? A Infanta real, no centro? A si próprio, no canto esquerdo? Ou o observador ao fundo? Opção pelo ambíguo, um discurso indireto, da retratação ausente. Esse também é um distintivo da arte moderna e contemporânea”.











Do outro lado do mundo, o auto-retrato também era uma pratica comum. Veja o Coreano Yun-Du-So em 1710, membro da nobreza rural que se dedicava a promover a ciência e a inquirição intelectual. Além de pintar e compunha poemas e musica.







Auto-retrato de Shitao (ou Daoji) 1700, ele praticava um monasticismo budista e explorava a antiga tradição taoísta. No auto-retrato, se coloca como um solitário no cimo da montanha (esse motivo tinha pelo menos uns dois mil anos de historia). Nas curvas e borrões que compõem a montanha, repousa o principio cósmico duradouro ou a força vital. Está em contraposição ao de You-Du-So, que tem uma forte influencia do comércio entre oriente e ocidente. O escrutínio interior simbolizado por Dürer fora retomado por um polígrafo aristocrático envolvido num movimento de reforma que vinha modernizando a variante coreana do confucionismo num diálogo com textos ocidentais. A Coréia, nessa época, havia algum tempo, não era importunada por seus vizinhos dominadores, a China e o Japão”.






































Philip Guston

Philip Guston, pintor abstrato de Nova York em 1969. A sua imagem ironiza o auto-retrato filosófico de um velho mestre – Velasquez, “as meninas” – A tela se chama “o estúdio” e o pintor se veste em um traje sinistro e ridículo da Ku Klux Klan. A tradição como um todo se tornara absurda, cúmplice do mal político.- que tipo de homem sou eu, sentando-me em casa, lendo revistas, nutrindo uma fúria frustrada por causa de tudo – e então indo ao meu estúdio para ajustar um vermelho a um azul - ”

Pensando bem, as pessoas sempre deram um jeito de aparecer ou se expressar. Nós, artistas de hoje (nem todos são assim e nem todos são artistas), com os meios que dispomos para nos expor, fazemos tudo isso e mais alguma coisa, podemos dizer até que, comparados com a gente, eles são muito discretos.
De qualquer forma e independente do que se diga a respeito do auto-retrato, ele continua encantando, levantando questões e me deixando curioso. Agradeço e fico com Rembrandt quando ele diz:

“Quererão saber que espécie de pessoa eu fui”.

Os textos em verde foram retirados ou inspirados na obra “UMA NOVA HISTORIA DA ARTE” de Julian Bell.