segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Alcantara, MA


Praça da Igreja Matriz, Alcântara, MA

Praça da Igreja Matriz


Alcântara, Ma

Rio em maré baixa


Maré baixa...

Barco Próximo ao porto

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Em homenagem aos meus conterâneos. Seria muito bom que comentassem a postagem identificando o que é o que. Eu mesmo não conheço a metade, traduzi as que lembrava.



CDC- Código de Doenças Cearenses

ISPINHELA CAÍDA
DOR NOS QUARTOS (dor nos quadris)
PÉ DISMINTIDO (deslocou o tornozelo)
MOLEIRA MOLE (quando a moleira nunca endureceu ou a criatura tem miolo mole) 
QUEBRANTO (a criança está com mau olhado)
TOSSE DE CACHORRO
DOR NO ESTOMBO (dor no estomago)
FARNIZIM (coceira no juizo)
PASSAMENTO (quase morreu ou está morrendo)
CACHINGAR  (capengar)
FRIEIRA (coceira no pé)
COBREIRO DE PÉ
PEREBA (ferida)
CURUBA
REMELA NO ZÓI
DORDÓI (conjuntivite)
GASTURA
MARIA PRETA
TERSOL
DOR NO PÉ DA BARRIGA
DOR DE VIADO (dor de lado, abaixo da costela)
BODE (muito cansado ou de ressaca)
MORRÓIDIA
IMPINGE
PILÔRA
PANO BRANCO (micose de pele)
XANHA
CATARRO NOS PEITO
CATARRO NA CABEÇA
ESTALICIDO
BICHEIRA
FININHA
ALÔJO
ÍNGUA
COCEIRA NAS VIRIA
BICHO DE PÉ
EMPACHADO (comeu muito)
FASTIO (está sem fome)
DOR NO ESPINHAÇO (dor na coluna)
BUCHO QUEBRADO
DENTIQUÊRO (dente quebrado, inflamado e doendo)
CALO SECO
UNHA FOFA
PÉ INCHADO
PAPOQUINHA
CORPO REIMOSO (alguma inflamação no sangue)
MUCUIM
ZOVIDO ESTOURADO
ÁGUA NA PLEURA
BERRUGA
OLHO DE PEIXE (verruga na planta do pé)
SETE COURO
CORPO MUÍDO
BARRIGA FAROSA
DIFRUÇO (resfriado)
GÔTO INFLAMADO (quando a comida cai no gôto)
DENTE PÔDI (dente podre)
MÔCO
PÁ QUEBRADA (bacia quebrada)
CADUQUICE
VISTA CANSADA
OS QUARTO ARRIADO
ESPINHA CARNAL
PAPÊRA (caxumba)
DOENÇA DOS NERVO
OMBRO DISMINTIDO (ombro deslocado)
QUEIMA NO ESTOMBO (azia)
JUÍZO INCRIZIADO
FIVIÃO NO CORPO
CAMPANHIA CAÍDA
ESMORECIMENTO NO CORPO
BROTOEJADESENCHAVIDO
PITO FROUXO
ISCURICIMENTO DE VISTA
RACHADURA NOS PÉ
PAPOCA ROXA
OS PEITO ABERTO
PIRA
TISGA
INFRAQUICIDA
VENTO CAÍDO
FRACO DOS NERVO
ESPORÃO DE GALO
BICO DE PAPAGAIO
LANDRA INCHADA (gânglios inchados)
DOR NAS COSTAS QUE RESPONDE NA PERNA
PAPOCA DÁGUA
DOR NAS TÁUBA DOS QUEIXO
DOR NAS CRUZ
DOR NOS BRUGUMI  (dor nos ovos)
MAL JEITO NO ESPINHAÇO
INTALO (entalado)
INTANGUIDA
GUENZO
DIFULUÇO
DOR NAS CADEIRA (dor nos quadris)
SAPIRANGA NOS ÓI
RUÇARA
DOR NA JUNTA
MONDRONGO
PANHANCA
ZINQUIZILA
PÉ DURMENTE (remédio é fazer uma cruz com cuspe em cima do pé. É pei bufe)
ESQUENTAMENTO (gonorréia)
VERMÊIA
CESÃO
CARNE TRIADA
NERVO TORTO
DOR NO MUCUMBÚ
SOLITÁRIA
TOSSE DE CACHORRO DOIDO
CÁRAOI (estrábico)
ESQUICIMENTO
ASTROSE E ASTRITE
SAPIM
ENTOJO
TIRISSA
LUNDU
COBREIRO
ISCOLIOSE
NÓ NAS TRIPA
ALGUEIRO
GÔGO (espécie de gripe)
UNHEIRO
BOQUEIRA
CALOMBO
DORMÊNCIA NUMA BANDA DO CORPO
ZÔVO GÔRO
MURRINHA
ZÔVO VIRADO
CANSAÇO NO CORAÇÃO
JUÊI DISMANTELADO
ZÓIO NUVIADO
VAZAMENTO (caganeira)
CAGANEIRA DE CHICOTE(aquela federal mesmo)
ÁGUA NAS JUNTA
RESGUARDO (pós parto)
ZUMBIDO NO ZOVIDO
INTUPIDO (passar dias sem obrar)
MUFUMBA
SOLUÇO
FÍGADO OFENDIDO
VÊIA QUEBRADA
CHABOQUE DO JOELHO ARRANCADO
QUEBRANTE
VENTO CAIDO


Quer bem dizer que nunca sentiu uma dessas?




















quarta-feira, 21 de julho de 2010

O big bang big boom

Sugado do Blog do Nassif

BIG BANG BIG BOOM - the new wall-painted animation by BLU from blu on Vimeo.

Muito boooommmm!!!!!!!!!! Vale todo os 10 minutos de atenção


quinta-feira, 3 de junho de 2010

Maranhão - Imagens Aleatórias...

 

Farol de Vassoras, Barreirinhas, MA

Farol de Vassouras, Barreirinhas, MA

 

Centro Histórico, São Luís, MA

Centro Histórico, São Luís, MA

 

Morros, MA

Morros, MA

 

Vassouras, Lençóis Maranhenses - MA

Vassouras, Lençóis Maranhenses – MA

 

São Luís, MA

Centro Histórico, São Luís, MA

 

A fonte...

A fonte...

 

Detalhe de Fachada, Alcantara, MA

Detalhe de Fachada, Alcantara, MA

 

Centro Histórico, São Luís, MA

Centro Histórico, São Luís, MA

 

Centro Histórico, São Luís, MA

Centro Histórico, São Luís, MA

 

Centro Histórico, São Luís, MA

Centro Histórico, São Luís, MA

quinta-feira, 13 de maio de 2010

teatro



Teatro em Sobral

Oficina de Direção

Essa é a sede da ECOA, fica a beira do rio Acarau, em um dos lugares mais bonitos de Sobral.


A ECOA é a Escola de Cultura, Comunicação, Ofícios e Artes. Ela agrega três núcleos: O de pesquisa, o de Tecnologias e o Núcleo de Linguagens, que envolve Artes cênicas (teatro, dança, circo), Musica, Gastronomia, Arte Educação, Artes Visuais (fotografia, pintura, gravura e artesanato) Museologia, Produção e Gestão Cultural.
A idéia é oferecer capacitação e formação de valores através de cursos, intercâmbios e produção cultural. Cada aluno, deverá ser potencialmente um professor, um agente multiplicador em sua comunidade. É um projeto ainda em processo, mas por aqui o que não falta é vontade e gente talentosa.
Fico feliz de participar dessa Escola. Sempre que possível, estou aqui discutindo seus destinos e ministrando oficinas. A ECOA é uma realização da Prefeitura Municipal de Sobral, com apoio do Governo do Estado e Governo Federal através do Programa Cultura Viva – Pontos de Cultura.






Algumas imagens de uma oficina de Direção e Encenação que estou ministrando no momento. Isso é só o começo... Se assim permitirem os Deuses.
Chico Expedito
fotos da turma - Hudson Costa

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Quino (autor de Mafalda)












Paisagem do Interior de Jessier Quirino

Matuto no mêi da pista
menino chorando nu
rolo de fumo e beiju
colchão de palha listrado
um par de bêbo agarrado
preto véio rezador
jumento jipe e trator
lençol voando estendido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.


Três moleque fedorento
morcegando um caminhão
chapéu de couro e gibão
bodega com surtimento
poeira no pé de vento
tabulêro de cocada
banguela dando risada
das prosa do cantador
buchuda sentindo dor
com o filho quase parido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.


Bêbo lascando a canela
escorregando na fruta
num batente, uma matuta
areando uma panela
cachorro numa cadela
se livrando das pedrada
ciscador corda e enxada
na mão do agricultor
no jardim, um beija-flor
num pé de planta florido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.


Mastruz e erva-cidreira
debaixo dum jatobá
menino querendo olhar
as calça da lavadeira
um chiado de porteira
um fole de oito baixo
pitomba boa no cacho
um canário cantador
caminhão de eleitor
com os voto tudo vendido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.


Um motorista cangueiro
um jipe chêi de batata
um balai de alpercata
porca gorda no chiqueiro
um camelô trambiqueiro
avelós e lagartixa
bode véio de barbicha
bisaco de caçador
um vaqueiro aboiador
bodegueiro adormecido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.


Meninas na cirandinha
um pula corda e um toca
varredeira na fofoca
uma saca de farinha
cacarejo de galinha
novena no mês de maio
vira-lata e papagaio
carroça de amolador
fachada de toda cor
um bruguelim desnutrido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.


Uma jumenta viçando
jumento correndo atrás
um candeeiro de gás
véi na cadeira bufando
radio de pilha tocando
um choriço, um manguzá
um galho de trapiá
carregado de fulô
fogareiro abanador
um matador destemido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.


Um soldador de panela
debaixo da gameleira
sovaqueira, balinheira
uma maleta amarela
rapariga na janela
casa de taipa e latada
nuvilha dando mijada
na calçada do doutor
toalha no aquarador
um terreiro bem varrido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.


Um forró de pé de serra
fogueira milho e balão
um tum-tum-tum de pilão
um cabritinho que berra
uma manteiga da terra
zoada no mêi da feira
facada na gafieira
matuto respeitador
padre, prefeito e doutor
os home mais entendido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Artes Plásticas






Artes Plásticas

A 5ª Porta vai de novo a Sobral

Estes são os convites



São os convites para duas exposições do pintor, profissional da saúde e meu sobrinho, Fabio Solon, em Sobral.
Na época, me pediu para escrever um texto, lhe apresentando e apresentando a sua obra, ou seja, me colocou em uma “saia justa”. Me virei como pude, mas com prazer.
Vão aí algumas obras das duas exposições e o texto que fiz para ele.



Difícil, muito difícil... falar sobre a obra artística de quem a gente gosta.

O Fabio diz que fui um dos responsáveis por essa face dele, agradeço a ele a honra, mas não sou eu.

O Fábio é cheio de faces e esta só estava esperando para se mostrar. Em todas, ele se realiza, e em todas, ele é competente e tinhoso. Elas se equilibram e equilibram a sua vida. Seria bom se todos os profissionais (como ele, que é também um excelente dentista), de todas ou qualquer área, se permitissem a arriscar na mistura das cores, dos sons ou no trabalho criativo com as mãos. Não teria nada demais em o Prefeito tricotar muito bem ou o Secretario da Saúde fazer lindos Biscuits.


Mas, vamos à obra.

Tenho um pouco de implicância com alguns intelectuais, acadêmicos e especialistas de arte em geral, que desenvolveram ao longo do tempo um palavreado elaborado e rebuscado, cheio de frases prontas e bonitas para descreverem a obra de algum artista. Às vezes esse palavreado não resiste a uma análise mais atenta simplesmente porque não dizem rigorosamente nada. Tentarei fugir disso.

Não gosto de colocar uma obra de arte na “camisa de força” de um estilo ou gênero, gosto que a criação seja livre, diversificada e que principalmente, parta da necessidade de um encontro com os outros seres humanos, que provoque identificações, emoções e reflexões. Acho que aí está uma das principais funções da arte.


A arte contemporânea tem várias faces, como o Fabio. Poderia dizer que ele... Trabalha dentro de uma linha figurativa, com fortes conotações simbolistas ou até mesmo surrealistas... Mas, pra mim, ele trabalha com o coração e com a sensibilidade, e é por isso que ele me toca. Lembro que no começo, ele tentou imitar o meu traço, não deu certo. Não deu certo porque ele, muito cedo descobriu que tinha outras coisas para falar, diversas das minhas. Coisas suas... Vejo hoje, com felicidade, que faz isso com uma ternura, uma simplicidade e facilidade comovedoras, e principalmente, com um senso estético cada vez mais elaborado e sofisticado.



Suas pinturas são sentidas em vários níveis, os traços e as cores, que a princípio nos remetem a uma alegria e inocência infantil são só uma aparência. Um pouco da alegria e da inocência se perdem já na tentativa de juntar um título à obra, a música, o conto à imagem. Buscar anjos e mensagens torna-se um trabalho árduo. Existe no seu trabalho, colocada de uma forma amorosa, a crítica, a dúvida, o deboche, a melancolia, a reflexão... Os cortes, justaposições e fragmentos tornam-se então, labirintos. O Fabio nos oferece uma arte que transpassa o primeiro olhar e acaba por nos provocar emoções, simples e profundas, mas principalmente tocantes.
Esse é o Fabio.

Parabéns e viva Fabio, viva família, viva amigos, viva Sobral. Estou com saudades”.

Chico Expedito

terça-feira, 6 de abril de 2010

Natureza

Natureza e Santidade


Parte deste texto está no GREENBLOG, e foi escrito por Cristina Amorim. É com um orgulho danado que o 4 Portas presta uma homenagem a esse meu conterrâneo arretado. Sua terra, o Juazeiro, que fica do lado do Crato, está numa das mais belas regiões do Ceará, o Cariri, que, aliás, é verde o ano inteiro. Da-lhe meu Padim.
Chico Expedito

“Juazeiro, além de uma cidade, é nome de uma árvore. E a árvore é um símbolo do sertão e da terra de Padre Cícero.
Padre Cícero era um defensor das matas e de Juazeiro, a cidade e a árvore. Seus preceitos ecológicos - não matar animais, não derrubar, plantar árvores até todo o sertão ser uma mata só - são um exemplo a ser seguido sempre, mas especialmente hoje, quando a bancada da motosserra de Brasília ataca nossas florestas.
Desde a semana passada, os romeiros que prestam homenagem a Padim Ciço em Juazeiro do Norte recebem mudas da árvore Juazeiro, como informa o jornal “Diário do Nordeste“. A intenção é distribuir 1 milhão de mudas. A árvore fica verde até no verão, uma bênção para seus moradores.
Falta agora os deputados federais que querem demolir o Código Florestal abrirem seu coração para os sábios conselhos de Padre Cícero e seguir o exemplo de seus romeiros. Você pode ajudar, repassando esse “santinho” para seus conhecidos.”

Preceitos do meu Padim.

“A benção Padim, cuide de nós, porque maiores são os poderes de Deus!”
1. “Não derrube o mato, nem mesmo um só pé de pau.”
2. “Não toque fogo no roçado nem na caatinga.”
3. “Não cace mais e deixe os bichos viverem.”
4. “Não crie o boi nem o bode soltos; faça cercados e deixe o pasto descansar
para se refazer".
5. “Não plante em serra acima, nem faça roçado em ladeira muito em pé: deixe o mato
protegendo a terra para que a água não a arraste e não se perca a sua riqueza.”
6. “Faça uma cisterna no oitão de sua casa para guardar água da chuva.”
7. “Represe os riachos de cem em cem metros, ainda que seja com pedra solta.”
8. “Plante cada dia pelo menos um pé de algaroba, de caju, de sabiá ou outra
árvore qualquer até que o sertão todo seja uma mata só.”
9. “Aprenda a tirar proveito das plantas da caatinga, como a maniçoba, a favela e
a jurema; elas podem ajudar a você a conviver com a seca.”
10. “Se o sertanejo obedecer a estes preceitos, a seca vai aos poucos se acabando, o
gado melhorando e o povo ter sempre o que comer.”
11. “Mas, se não obedecer, dentro de pouco tempo o sertão todo vai virar um deserto só.”
Padre Cícero (1844-1934)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Artes Plásticas




Para animar a semana
Essa bunda vale uma postagem.


Pra semana não ser só santa, andei viajando na internet em busca de Calipígias. Me deparei com farto material. Vão algumas imagens e textos recolhidos... Não se trata de Heresia, afinal, são só religiões e Deuses diferentes.





Vênus Calipígia


“A Vênus Calipígia tinha nádegas perfeitas, que Zeus lhe proporcionara em troca de alguns prazeres ilícitos.
A procura pelo modelo calipígio é constante entre as nossas mulheres, a ponto de um fabricante de jeans ter dito, certa vez, que o Brasil é o único país no mundo em que as mulheres se vestem olhando-se de costas para o espelho.
Por isso a sua marca de jeans procurava modelar as nádegas e era um sucesso no mercado feminino.
Nas academias, a ginástica voltada para os glúteos é predominante e as mulheres lhe dedicam a maior parte do tempo dos exercícios.
Um paradoxo, no entanto, ameaça o corpo feminino idealizado quando os médicos dizem pelos jornais que as brasileiras estão, em média, acima do peso indicado tanto pela medicina quanto pela estética.
Suas nádegas abundantes estão a ganhar volumes que ultrapassam o modelo de Vênus Calipígia. A deusa grega foi substituída por uma mulher chamada Melancia.”
Blog Celso Japiassu

Calipígia, vocábulo oriundo do grego, refere-se a nádegas bonitas e bem proporcionadas. Seu primeiro elemento é "cali-", que significa "belo" - o mesmo que vais encontrar em caligrafia (escrita bonita), calistenia (ginástica para embelezar as formas, o que vem a ser um nome clássico para a "ginástica estética"), calidoscópio (um irmão do telescópio e do periscópio, que consiste num tubo em que podemos ver formas belas - esta forma é preferível a "caleidoscópio").
O segundo elemento é "pyge", que significa "nádegas"; aparece em uropígio (aquela parte da galinha que chamam de sambiquira ou, prudentemente, de sobre) e no horripilante esteatopígia (de "esteato", gordura - a que tem as nádegas cheias de gordura).
Entre as várias estátuas de Vénus que conhecemos, existe a famosa Vénus Calipígia, do Museu Nacional de Nápoles, que retrata uma figura feminina que levanta inocentemente o manto para que seu traseiro fique à mostra. Curiosamente, ou não, até hoje o vocábulo foi aplicado exclusivamente a mulheres, embora nada impeça que venha a ser usado para homens”.
Site – Deu-me para isto...

“Reza a lenda que ela e Marte foram protagonistas do único caso de sexo anal da mitologia. Venus era casada com Vulcano, o Deus Ferreiro, mas o amante a tentava com propostas nada sutis: “Se você me deixar penetrá-la por traz, será a mulher com a bunda mais bela do Olimpo”.
Ela recusou várias vezes o convite. Porem, como Vênus era Deusa do amor e da beleza, houve um momento em que a vaidade falou mais alto. Então ela humilhou o marido, enfrentou a ira dos pais, Júpiter e Dione, e se entregou ao Deus da Guerra, que cumpriu o que prometeu.
Usando o pênis como um cincel, esculpiu em Vênus as nádegas mais bonitas do Olimpo.
Por esse motivo, ela é chamada de Calipígia, termo que vem do grego e que significa, bunda bonita.”
Site – cama redonda


Essa também vale...

Textos e imagens retiradas de outros, na Internet.
Vai aqui o meu agradecimento.

Chico Expedito

sábado, 20 de março de 2010

Cinema - Entre Macacos e Anjos

Os vídeos, são ensaios (make off) de cenas do filme ENTRE MACACOS E ANJOS, a ser lançado, se os Deuses permitirem, em 2010.

video

No Primeiro, sou eu quase louco, decorando falas de uma cena que não estava roteiro do dia.

video

No segundo, com meu amigo Alcione Araújo. Um dos melhores dramaturgos e roteiristas do País. Aqui mostrando que também é um bom ator.

video

No terceiro, além da voz do diretor, estou muito bem acompanhado da bela e excelente atriz, Danny Olliveira.

O Filme é do amigo e diretor Elizeu Ewald, com quem já rodei outros.

Vamos torcer e aguardar então.

Chico Expedito

quinta-feira, 18 de março de 2010

Cidades

5a Porta
Está na internet. A 5a Porta entra nessa.
Chico Expedito

Casas Casadas

Estamos nos mobilizando pela revitalização das Casas Casadas. Este abaixo-assinado será encaminhado em breve ao prefeito Eduardo Paes e à secretaria municipal de Cultura, Jandira Feghali.

Se você apóia essa luta, clique no link no final do texto para assinar o documento.

Beatriz Cintra Martins
Cecília Jucá de Hollanda
Luciaurea Oliveira Cavalcanti


Casas Casadas - abandono mais uma vez, não!
Abaixo assinado

Construídas em 1883, as Casas Casadas foram tombadas pelo INEPAC – Instituto Estadual de Patrimônio Cultural, em 8 de fevereiro de 1979, por suas qualidades estéticas e arquitetônicas intrínsecas e por constituírem um exemplar único de residência multifamiliar do século XIX. Apesar disso, a construção permaneceu abandonada pelo poder público por muitos anos, deteriorando-se e correndo o risco de desabar, inclusive com a ocorrência de um princípio de incêndio na década de 90, que por pouco não destruiu esse importante patrimônio da arquitetura carioca. Depois de muita luta da comunidade de Laranjeiras, através de sua associação de moradores (AMAL), finalmente conseguiu-se sensibilizar a prefeitura, que providenciou a desapropriação e restauração da edificação.


Restauradas e inauguradas em 2007, belas e majestosas, as Casas Casadas foram abertas para laranjeirenses e demais cidadãos cariocas. Dois terços de seu espaço interno foram cedidos à RIOFILME que disponibilizou à população todo o seu acervo de filmografia brasileira. Completando o projeto de fazer do lugar um pólo irradiador de cultura, as áreas restantes foram ocupadas por uma livraria, café e espaço para música ao vivo, o Espaço Rio Carioca. No projeto original, há a previsão de duas salas de cinema, que já estão prontas e dependem apenas de alvará de funcionamento para receberem o público.


No entanto, hoje, pouco mais de dois anos depois de sua inauguração, em vez de consolidado, o projeto dá sinais de decadência e abandono que causam apreensão: o casarão praticamente fechado; as atividades da RIOFILME paralisadas e vetadas ao público; o Espaço Rio Carioca, isolado e fragilizado pelo funcionamento parcial do projeto cultural aprovado pela prefeitura, já que o cinema, a grande âncora do empreendimento, não pode funcionar.


No momento em que o governo, sistematicamente, apresenta a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016 como propulsores de grandes investimentos na cidade, causa espanto que um conjunto arquitetônico e cultural parte do entorno do Corcovado e do Cristo Redentor, símbolo do Rio de Janeiro e uma das sete maravilhas do mundo, esteja em nítido esquecimento. Muito dinheiro público e privado já foram investidos nas Casas Casadas, e a população de Laranjeiras não aceita que nosso patrimônio, pelo qual tanto lutamos, seja fenecido.


Diante do exposto, urge a reativação da RIOFILME, com a reabertura das salas e estações de exibição de filmes brasileiros oferecidas ao público em geral, à pesquisa de criadores, diretores, produtores, estudantes e estudiosos da sétima arte, e dos laboratórios de restauração de filmes. Também é urgente a inauguração dos cinemas do Espaço Carioca, como forma de movimentar o local e viabilizar o empreendimento, que merece prosperar, não só por representar um lugar para o encontro e o lazer dos moradores, mas notadamente pelo serviço que tem prestado à divulgação da música brasileira, com a realização de shows memoráveis.

É um direito dos moradores de Laranjeiras reivindicar, e é obrigação do poder público realizar, no seu todo e de maneira efetiva, o projeto cultural aprovado para o pleno funcionamento das Casas Casadas. O Rio, Cidade Maravilhosa, merece.

Para assinar o documento, clique aqui: http://www.PetitionOnline.com/ccasadas/petition.html

quarta-feira, 17 de março de 2010

Natureza






5a Porta

Aí... Sujou!


A nossa 5a Porta não podia deixar essa passar.


Chico Expedito




O fundo da folia


Dez dias após o carnaval, resolvi mergulhar com dois amigos na área do Farol da Barra para confirmar a notícia de que havia uma quantidade absurda de lixo espalhada pelo fundo do mar naquela área.


Mesmo com a água um pouco suja por causa das chuvas do dia anterior, logo identificamos o local. Na verdade o lixo não estava espalhado, mas concentrado em um canal provavelmente em razão do movimento das marés. Uma cena lamentável! Eram pelo menos mil e quinhentas latinhas metálicas e garrafas plásticas.


Da superfície o visual parecia com as imagens áreas que vemos dos blocos de carnaval durante a festa momesca. Só que ao invés de estarem pulando, dançando e se beijando ao som frenético e ensurdecedor dos trios elétricos, os foliões do fundo do mar estavam rolando de um lado para o outro numa mórbida coreografia, empurrados silenciosamente pelo balanço do mar, sem dança, sem alegria, sem vida e sem poesia.



Assustados, decidimos não retirar o material naquele dia na esperança de tentar sensibilizar algum veículo de comunicação para fazer uma matéria com imagens subaquáticas. A intenção era compartilhar aquela agressão carnavalesca com nossa população e os donos da folia.

Fizemos contato com pelo menos três emissoras e todas pediram que enviássemos e-mails com fotos, o que fizemos imediatamente. Aguardamos respostas por dois dias e como não tivemos qualquer retorno, optamos por retirar o lixão de lá para evitar maiores danos.

A bem da verdade estávamos super desconfortáveis com nossas consciências por termos testemunhado aquela cena e deixado para resolver o problema dias após. Mas tínhamos que tentar a matéria para que a ação não se resumisse somente à coleta do material.

Tínhamos em mente que a repercussão sensibilizaria os empresários e artistas do carnaval, os órgão públicos, a imprensa, as empresas financiadoras e nossa gente. A tentativa foi boa, mas não rolou…

Fomos então, no terceiro dia após o primeiro mergulho, retirar o material. Antes, porém, fiz questão de chamar um amigo que tem uma caixa estanque para filmarmos a ação e guardarmos o documentário visando trabalhos futuros e até mesmo a matéria que queríamos na TV.



Sem cilindro de ar e contando apenas com duas pranchas de SUP (Stand Up Paddle) e alguns sacos grandes, éramos quatro mergulhadores ousados retirando do fundo do mar tudo o que podíamos naquela tarde.



Pouco antes de o sol se pôr conseguimos finalmente colocar todo o lixo na calçada.
Muitos curiosos, inclusive turistas, olhavam intrigados a nossa atitude e a todo o instante nos questionavam sobre a origem daquele resíduo. A resposta estava na ponta da língua: Carnaval
!


Vou logo informando aos amigos leitores que não sou contra o carnaval, muito pelo contrário, sou fã por diversos motivos, mas acho que a realidade da festa não guarda a menor relação com as belíssimas cenas, as informações rasgadas de elogios e a excessiva euforia amplamente divulgada pela mídia.

Sei que o comprometimento com os patrocinadores e aquela velha guerrinha de vaidades contra os carnavais de outros estados como Pernambuco e Rio de Janeiro, acabam conspirando para isso. Mas vejo aí um modelo cansado, super dimensionado, sem inovações socialmente positivas e remando na direção oposta ao desenvolvimento sustentável da nossa cidade.

Aquele lixo submarino é um pequeno sinal deste retrocesso. Pior, patrocinado solidariamente pelos grandes empresários, artistas e principalmente pelo poder público que tem o dever de melhorar nossa segurança, nossa saúde e educação.

Aproveito o embalo para incluir indignação semelhante sobre os eventos realizados na praia do Porto da Barra durante o verão.

O “Música no Porto” e o “Espicha Verão” não tem trazido nada de bom para nossa cidade, além da oportunidade de vermos ótimos artistas de perto e de graça. De resto, o lixo, o mau cheiro, a degradação ambiental, o xixi pelas ruas, a impressionante quantidade de ambulantes amontoados por todos os espaços públicos e a agressão aos patrimônios históricos, são um grande “pé na bunda” do turista de qualidade.

É o mesmo que olhar para uma bela maçã com a casca brilhante e aspecto suculento, porém, apodrecida por dentro…

Naquele final de tarde acabamos contemplando um por do sol diferente. O monte de lixo empilhado na calçada do Farol da Barra virou atração. E como Deus é grande, fomos brindados com a presença de valorosos catadores de rua para
finalizar a limpeza.



Desta ação, além das ótimas imagens documentadas em vídeo, resta rezar para que os donos do carnaval, dos eventos no Porto da Barra e nossos queridos foliões se toquem que algo tem que mudar.

O fundo do mar não merece aquele bloco reluzente e, ao contrário do asfalto, o oceano costuma revidar violentamente as agressões sofridas.
Não tem alegria alguma no fundo da folia!

Galeria de fotos
Slideshow
Fotos: Francisco Pedro / Projeto Lixo Marinho - Global Garbage Brasil
Fotos do Espicha Verão: Manuela Cavadas e Luciano da Matta / Agência A Tarde

Outros artigos de Bernardo Mussi
Carnaval longe da praia
O lixão precisa de música

Do Bacia

Tenho um amigo que é um santo secular, absolutamente sem religião, que concilia as façanhas de ser homem de família, artista irretocável e portador das boas novas aos pobres (sendo que naturalmente, não sou nenhuma dessas coisas).

Certa vez esse sujeito estava falando comigo sobre outro cara, amigo dele, que ele considera ser ao mesmo tempo artista mais notável e muito mais engajado nas questões sociais do que ele mesmo, um cara que meu amigo tem por seu herói pessoal.

 Nesse momento ele parou o seu relato para perguntar:

 – E você, Paulo, tem heróis?

 Apanhado de surpresa, ocorreu-me responder de modo ao mesmo tempo provocativo e sincero. Ergui uma sobrancelha e arrisquei, como se estivesse em grande dúvida:

 – Jesus?

 – Jesus não vale – exigiu meu amigo. – Jesus é o herói de todo mundo.

 Achei aquilo fascinante, tanto a noção de que Jesus pudesse ser o herói secreto daqueles que não usurpam o seu nome quanto a ideia subjacente, de que mesmo quem admira Jesus carece sensualizá-lo, encontrar-se efetivamente com ele numa pessoa de carne e osso que adequadamente encarne os seus valores e desafios. Eu conhecia uma pessoa assim, o Néviton Marci, mas antes que pudesse mencionar o nome dele meu amigo avançou seu argumento. Sabendo que minha menção a Jesus tinha sido em grande parte uma provocação sobre sua postura arreligiosa, ele prosseguiu:

 – E você sabe muito bem que eu tenho um relacionamento de amor platônico com o cristianismo – e, para explorar todas as possibilidades da metáfora, arrematou: – Eu não fodo com o cristianismo como vocês fazem.

 Eu, que nunca tinha visto meu amigo recorrer a um palavrão, tive de render-me imediatamente a sua lógica, sua lucidez e sua indignação. Porque quanto mais nós cristãos tentamos foder com o cristianismo, no sentido de conhecê-lo (biblicamente falando) e de nos relacionarmos intimamente com ele, mais acabamos fodendo com ele, no sentido de arruiná-lo juntamente com a sua reputação. Deveria nos parecer evidente que ler, escrever, estudar e tagarelar incessantemente sobre Deus e sobre a Bíblia, seja em livros ou blogs, no rádio ou na tv, na igreja ou no local de trabalho, não tem absolutamente qualquer relação de fidelidade com a herança de Jesus ou com os desafios deixados pela sua mensagem. Gente sem religião como meu amigo e seu herói, que não usurpa publicamente o nome do Filho do Homem, é capaz de levar adiante a sua boa nova e honrar a sua herança de forma muito mais aperfeiçoada do que o mais inatacável e articulado dos cristãos. Porque, muito evidentemente, o reino de Deus não consiste em palavra, mas em poder.

 Aplica-se aqui, de forma irretocável e como sempre, a parábola do fariseu e do cobrador de impostos. Por um lado, os cristãos somos os fariseus que agradecem em voz alta, na luz de um palco que construímos para nós mesmos, a dádiva de não sermos pecadores como os irreligiosos; por outro, os irreligiosos que fazem avançar secretamente o reino são como o cobrador de impostos, que não ousam assumir a ribalta e não se consideram dignos de levantar a cabeça nem mesmo para proferir o nome do herói cuja herança poluímos. Fique muito claro, porque esse mesmo Jesus deixou-o muito claro, que não seremos nós a merecer o abraço de confidência do mestre.

 O que fode com o cristianismo somos nós.


Paulo Brabo

terça-feira, 16 de março de 2010

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Rio Antigo - Casarios

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